...tu...

No dia que entrei em ti…

Tu,
Qual deusa por ser,
Explodiste num universo
Tépido e fugaz,
Planando sob uma ténue,
Delicada luz,
Ecoando sobre corpos
Feitos silêncio.



Tu,
Viagem de barco
Em dia sem vento.
Tardes plácidas
Num Universo feito Nós,
Irrealidade palpável de peles
Suadas no ar quente
Da tarde abafada.



Tu,
Danças no ar quente,
Feita barro, moldada
Sob o toque,
Em lençóis revoltosos,
Dourando o ar
Com o doce veneno
Do teu odor.



Tu,
Falhas-me nas palavras,
Corróis o meu ser
Em memórias palpáveis
Feitas de vento e sol,
E abres,
Num suspiro,
Promessas húmidas.


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