Serpentes envenenadas,
réstias fumegantes
tempo perdido...
No toque
da tua mortandade,
lábios famintos,
veias nervosas,
gritos...
...retalhos...
Sofri...
Mas no leve fluir da minha miséria nada mais encontrei que não o vazio.
Esperei-te perto duma parede sem porta...
Abri uma janela sem vento,
Abri uma sepultura que já estava fechada.
Morte imunda que me foges...
Será o desejo de Morte apenas uma prova que amo a vida?
Sou um resto de carne...
Uma alma que erra por dores atrozes outrora odiadas.
Tenho os braços matizados de sangue e Morte,
Tenho as veias sedentas de sémen de Loucura...
Porque apenas o vazio enche os dias?
Serpente
A serpente que dança no pó, no sensual vagar do seu deleite, arrasta atrás de si promessas que se perdem na passagem do sol pelo horizonte. De repente, todo o céu se fez sangue, e no êxtase final do dia, uma sombra desvaneceu-se lânguida.
Tempestade
Defunctis
Humano
Condição essencial ao vazio
Multidão
Gritos vazios
Sementes douradas
Frio que corta
Sensação solidão
Vagas incandescentes
Aço e cinzas
Sal e sangue
Nesgas de carne
Suspiros vagos
O fim sempre presente
O grito mudo
Condição essencial ao vazio
Multidão
Gritos vazios
Sementes douradas
Frio que corta
Sensação solidão
Vagas incandescentes
Aço e cinzas
Sal e sangue
Nesgas de carne
Suspiros vagos
O fim sempre presente
O grito mudo
...pétalas negras...
nos ramos despidos das àrvores,
um vento outonal sobe
através de troncos moribundos,
depositando no ar
um perfume podre.
no chão fúnebre,
trilhos de pele carnívora
vegetam a morte,
em crepusculares nocturnos
que se dissipam
no vasto vazio etéreo.
canto solene,
mártir do silêncio efémero,
rasgando cadáveres,
sob um viscoso líquido
de sabor ácido e acre,
pétalas ressequidas
matiz apodrecido.
no vasto murmúrio do húmus,
na lânguida persistência do silêncio,
no ondulante requiem do vazio,
espectral abandono
de minha alma tétrica.
um vento outonal sobe
através de troncos moribundos,
depositando no ar
um perfume podre.
no chão fúnebre,
trilhos de pele carnívora
vegetam a morte,
em crepusculares nocturnos
que se dissipam
no vasto vazio etéreo.
canto solene,
mártir do silêncio efémero,
rasgando cadáveres,
sob um viscoso líquido
de sabor ácido e acre,
pétalas ressequidas
matiz apodrecido.
no vasto murmúrio do húmus,
na lânguida persistência do silêncio,
no ondulante requiem do vazio,
espectral abandono
de minha alma tétrica.
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