nos ramos despidos das àrvores,
um vento outonal sobe
através de troncos moribundos,
depositando no ar
um perfume podre.
no chão fúnebre,
trilhos de pele carnívora
vegetam a morte,
em crepusculares nocturnos
que se dissipam
no vasto vazio etéreo.
canto solene,
mártir do silêncio efémero,
rasgando cadáveres,
sob um viscoso líquido
de sabor ácido e acre,
pétalas ressequidas
matiz apodrecido.
no vasto murmúrio do húmus,
na lânguida persistência do silêncio,
no ondulante requiem do vazio,
espectral abandono
de minha alma tétrica.
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