Sentado... esperando... Uma réstia de vida abre os horizontes apodrecidos, estático perante a eternidade, ansiando talvez o inesperável, na persistente solidão dos dias que passam.
Talvez a eternidade seja isto mesmo, o inferno aguardado da vida inútil, o sempre constante sofrer mudo de viver, a sempre pesada herança de ter nascido. Olhar cego toda a sublime rigidez da vida que passa, nada tocar, com a pele fria dos sentidos adormecidos, ficar bêbado perante a insuportável vertigem da palavra silenciosa, promessas vagas de sonhos vividos. Nada ser, nada ter, nada viver... Tudo passa no eterno vazio dos dias, e o que sobra é a verdade do Nada.
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