Rasga-me os sentidos num único dilúvio quente, matizes dourados ácidos, ceias fúnebres de cascos terrosos, rubro sabor salgado, feito lágrimas e sonhos.

Mata-me no tempo funesto da tua indiferença fria, na solidão ruidosa do fantasma do teu húmus, no grito ecoando nas paredes vazias e húmidas de sangue coalhado.

Liberta-me do suplício arenoso da praia abandonada, nas vagas tenebrosas da escuridão intemporal, no gesto gritante da imensidão estática, réstias flamejantes moribundas.

Sê Tudo-Nada!

Sem comentários:

Enviar um comentário