dentro do tempo que fere
o seu brilho resplandece.
passa com o vagar de um compasso pausado,
e todo o tempo se deita sob o silencio do seu olhar.
olhar todo o mundo
no segundo em que ela se deita sob as estrelas,
puxa de um cigarro,
e fumo se faz éter,
que corre pelo limbo do universo.
dói-me o ombro,
mas fico estátua,
ouvindo-a respirar,
numa dança binária do seu peito
com os meus sentidos extasiados.
sentir é o silencio dos dias...
formas de sombras quentes,
derramadas na noite
tépida de suor frio em pele quente,
em lençóis revoltosos
de cânticos imundos.
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