no frio silêncio
da tua solidão,
uma vasta forma negra
cobre o teu olhar.
no tempo inerte,
farrapos de sonhos
jazem.
doentias sombras
dissolvendo ténues
esperanças perdidas,
num mar de
vultos inglórios,
estátuas de lágrimas
deitadas ao
abandono sepulcral,
matiz mórbido
no lençol revolto e frio.
olhar a parede nua.
sentir o frio na tua pele,
nudez das estrelas
deleitadas,
flor carnívora
sedento
toque concreto na
gélida lembrança
de um ocaso
partilhado.
Dilúvio Interno
Há na forma irregular do teu rosto,
Um silêncio demasiado profundo.
Uma sombra que se arrasta,
Vagas de uma luz negra,
Uma solidão que se grita,
Matéria inerte do pó das estrelas.
Olhar a chuva miúda
Que cai solene na escuridão,
O vento que sopra
Se enrola dolente nos dedos nus.
A bruma húmida
Corroendo a face,
Abrindo vagas de sal
Numa fuga de ti.
Há na forma irregular do teu rosto,
Uma saudade do que nunca foi...
Um silêncio demasiado profundo.
Uma sombra que se arrasta,
Vagas de uma luz negra,
Uma solidão que se grita,
Matéria inerte do pó das estrelas.
Olhar a chuva miúda
Que cai solene na escuridão,
O vento que sopra
Se enrola dolente nos dedos nus.
A bruma húmida
Corroendo a face,
Abrindo vagas de sal
Numa fuga de ti.
Há na forma irregular do teu rosto,
Uma saudade do que nunca foi...
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