...deleite...

no frio silêncio
da tua solidão,
uma vasta forma negra
cobre o teu olhar.

no tempo inerte,
farrapos de sonhos
jazem.
doentias sombras
dissolvendo ténues
esperanças perdidas,
num mar de
vultos inglórios,
estátuas de lágrimas
deitadas ao
abandono sepulcral,
matiz mórbido
no lençol revolto e frio.

olhar a parede nua.
sentir o frio na tua pele,
nudez das estrelas
deleitadas,
flor carnívora
sedento
toque concreto na
gélida lembrança
de um ocaso
partilhado.



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