Dilúvio Interno

Há na forma irregular do teu rosto,
Um silêncio demasiado profundo.
Uma sombra que se arrasta,
Vagas de uma luz negra,
Uma solidão que se grita,
Matéria inerte do pó das estrelas.

Olhar a chuva miúda
Que cai solene na escuridão,
O vento que sopra
Se enrola dolente nos dedos nus.
A bruma húmida
Corroendo a face,
Abrindo vagas de sal
Numa fuga de ti.

Há na forma irregular do teu rosto,
Uma saudade do que nunca foi...

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