somos o húmus do dia.
o vento que corre por entre as sombras
fantasmas de fogo espalhados no vento.
serpentes feitas de pedra,
selvagens perdidos na cidade.
somos o tormento dos gritos,
a solidão de betão,
os que se arrastam nas franjas,
olhando o céu poluído,
esperando...
esperamos o que não iremos encontrar,
promessas adiadas, esquecidas,
a sempre constante vertigem
o el-dorado irreal,
um sonho cravado a sangue,
imagens distorcidas
de uma felicidade ideal.
a felicidade é condicional,
as condições são impostas,
falhar em tudo,
húmus da sociedade,
lixo carnivoro.
gritar que se é feliz...
gritar!
sair do que nunca fomos,
essa a revolução.
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