Um dia destes, o sol entrará pela janela, e uma brisa ecoará através do teu cabelo. Irás arder nos meus dedos, rasgar-me a pele com a violência dos teus suspiros, gritar a saliva dos teus dentes no toque suave da tua pele. O teu perfume quente, banhará os lençóis revoltos e no fim da nossa morte, repousaremos entre um cigarro e o abandono.
No suor frio e seco partilhado, embriagados de nada, olhando o silêncio das paredes brancas, o tempo que repousa na calma voluptuosa da tarde, seremos o Universo conhecido, deuses moribundos feitos da lama das estrelas moribundas, vagando na solidão do resíduo dos dias agrestes, abandonados na voragem da nossa fome. Promessas partilhadas no olhar vazio, mergulho inconsciente na loucura da saliva partilhada. Um dia destes, seremos felizes...
No suor frio e seco partilhado, embriagados de nada, olhando o silêncio das paredes brancas, o tempo que repousa na calma voluptuosa da tarde, seremos o Universo conhecido, deuses moribundos feitos da lama das estrelas moribundas, vagando na solidão do resíduo dos dias agrestes, abandonados na voragem da nossa fome. Promessas partilhadas no olhar vazio, mergulho inconsciente na loucura da saliva partilhada. Um dia destes, seremos felizes...
... como sempre... ~
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