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| (photo by Rodrigo Silva) |
Fechar os olhos. Estender o corpo na lentidão tépida de não pensar. Esvaziar a mente. Ficar com o que sobra do dia: uma pegada perdida no meio do areal, o vento a cobrir lentamente o seu vestígio, um livro abandonado, coberto de grãos de areia, o silvo constante do vento, e a solidão que se fecha em murmúrios.
Fechar os olhos. Abandonar tudo. Toda a esperança, todas as memórias irreais que se repetem e repetem no turbilhão do silêncio do dia sufocante.
Fechar os olhos. Gritar. Gritar como se não existisse na margem do ser, uma voz arrastada na suplicante vertigem do calor. Gritar aos mil infernos o inferno único onde vivo.
Fechar os olhos. Esquecer... Esquecer...
Abro os olhos... O areal deserto inflamasse rubro, numa chama matizada de sonhos. Tenho em mim o cheiro do abandono que me veste...
Fechar os olhos. Abandonar tudo. Toda a esperança, todas as memórias irreais que se repetem e repetem no turbilhão do silêncio do dia sufocante.
Fechar os olhos. Gritar. Gritar como se não existisse na margem do ser, uma voz arrastada na suplicante vertigem do calor. Gritar aos mil infernos o inferno único onde vivo.
Fechar os olhos. Esquecer... Esquecer...
Abro os olhos... O areal deserto inflamasse rubro, numa chama matizada de sonhos. Tenho em mim o cheiro do abandono que me veste...
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