...horas...

Ocaso
O dia sabe a nada. São horas que passam, e se arrastam, em minutos que persistem na sua precisão.
Acendo um cigarro, mais um, e olho o fumo azulado elevar-se rumo ao Esquecimento.

Crepúsculo

Consegues ouvir o silêncio da minha morte? Vagas inertes que se confundem nas cortinas do dia que jaz. Uma fome que me consome, sem destino que se veja, sem fogo que se faça cinza. Uma inútil sucessão de horas negras, ouvindo o troar da morte que se aproxima...

Madrugada

Apago a luz e as sombras mutilam-se. Na rua, passam carros que incendeiam por momentos a estrada vestida de nada. A noite passa, o sono não vem, a noite sabe a nada.

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