No dia enfurecido, sento-me na mesa abandonada do café vazio, bebo um café com a solenidade da chuva dançando na janela. Entra pela porta um frio que toma conta de tudo, gelando o ruído da televisão esquecida. Entra alguém. O seu corpo encolhido expande-se enquanto toma conta do ambiente com a sua voz familiar, e o riso da empregada deambula por palavras de simpatia antes de perguntar se é um café. Sim, é um café. E senta-se perto do balcão, enquanto fala em voz alta com a empregada, sobre quem acabou de ver na rua. A máquina chia, barafusta, preguiçosa, e o relato prossegue, sobre quem viu na rua.
Há nos pequenos momentos partilhados, uma forma de vazio que se dilui. O mundo persiste na sua imensidão, esmagando corpos derrotados em almas que gritam. A chuva persiste, o vazio persiste, mas a visão de alguém que se viu na rua, devolve por momentos alguma réstia de Humanidade. O paraíso que se perdeu, insiste em se manter escondido. Porquê esta ânsia de o reencontrar? Saio do café, a chuva molha-me a face, caminho sozinho sob a chuva miudinha, e desisto da Humanidade. O paraíso que se perdeu, nunca mais será descoberto. Abraço a derrota, e por momentos, sorrio, e acho o meu paraíso...
Há nos pequenos momentos partilhados, uma forma de vazio que se dilui. O mundo persiste na sua imensidão, esmagando corpos derrotados em almas que gritam. A chuva persiste, o vazio persiste, mas a visão de alguém que se viu na rua, devolve por momentos alguma réstia de Humanidade. O paraíso que se perdeu, insiste em se manter escondido. Porquê esta ânsia de o reencontrar? Saio do café, a chuva molha-me a face, caminho sozinho sob a chuva miudinha, e desisto da Humanidade. O paraíso que se perdeu, nunca mais será descoberto. Abraço a derrota, e por momentos, sorrio, e acho o meu paraíso...

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