Há na forma delicada do teu gesto
uma tristeza que não se ouve.
O suave desenho de sombras
através de silêncios partilhados,
a multidão encerrada no teu olhar
que chora sob o dia cinzento,
a chávena de café abandonada.
Olhas com um olhar pequeno,
todo o medo é partilhado,
lá fora passa um grupo ruidoso,
olhas pela janela.
Nada interessa.
Acendes mais um cigarro,
não queres mais café,
a chávena continua abandonada,
o cinzeiro enche-se de beatas e cinza
lá fora a chuva continua a embater no vidro,
fixas o olhar no fim da rua,
passa um carro,
a noite cai...
O Tempo é cruel...
Sem comentários:
Enviar um comentário