Há nos dias que correm sempre iguais, um fascínio pelo Abismo. Cada passo que ecoa nas paredes sujas das ruas desertas, promete revolucionar todo o Universo. Até onde irá esta noite? Que delírios estarão prometidos para o silêncio sepulcral dos dias?
No chão que se desvenda no trajecto para o esquecimento, uma resposta é partilhada no céu branco da noite da cidade. Nenhuma estrela brilha, queimadas pelas luzes vazias e desertas. Nas janelas corridas, nas portas fechadas, nos prédios abandonados, nas ruas desertas, todas as respostas gritam estagnadas na minha consciência. O Vazio tomou conta de mim, e o frio que corta a minha face, liberta uma lágrima que gélida corre de encontro ao asfalto escuro.
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