onde estás?
abandono ao som do meu silêncio,
olhar as estrelas chorosas,
moribundas na sua eternidade,
na síncope sonolenta da tua ausência.
tenho fome de mais.
tenho fome do olhar escaldante,
brilhante de negro luz,
incendiando o toque dos lençóis.
tenho fome do odor ácido da tua pele
conforto e divindade da minha religião.
tenho fome de mais.
fome dos passos percorridos em vão
em trilhos voluptuosos de oração.
fome das feridas deixadas na pele
na húmida revolução de almas perdidas.
tenho fome de mais.
fome de tempestades invernais
bátegas agrestes rasgando os corpos derrotados.
tenho fome de mais.
fome de mais...
tenho fome de mais...
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