Vento e Silêncio



Risco um fósforo.
Abro os pulmões ao adormecimento.
A morte que me arrasta
Desenha uma nuvem azulada,
Que se enrola dolente
Na luz pálida do candeeiro solitário.

Pego num caderno,
Os cantos gastos,
Abandono nas noites frias,
Pego numa caneta,
E de impulso desesperado
Desenho palavras, na voracidade
Do tempo acabar depressa.

A minha voz grita,
No silêncio tempestuoso da noite.
Lá fora, o vento ruge indiferente.

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